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A História do Burzum: Parte III – A campanha de mentiras

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A História do Burzum: Parte III – A campanha de mentiras

Mensagem  Psychopath Paranoia em Ter Jun 15, 2010 11:43 am

A História do Burzum: Parte III – A campanha de mentiras

É muito difícil, para mim, escrever sobre biografias, artigos e entrevistas a respeito do Burzum, porque há muita coisa a ser dita. Há basicamente duas categorias: aquelas escritas por pessoas pró-Burzum e aquelas escritas por pessoas anti-Burzum. Nunca vi qualquer biografia, matéria ou entrevista escrita de forma objectiva, embora a maior parte das biografias, dos autores e dos entrevistadores anti-Burzum tendam a retratar-se como se fossem muitos objetivos, enquanto as biografias pró-Burzum nunca tentam esconder o facto de que são pró-Burzum.

Esta é uma tradução da biografia do Burzum, em nove partes, publicada originalmente no site www.burzum.org (oficial de Burzum) e redigida pelo próprio Varg Vikernes.
O texto foi traduzido na sua totalidade, e não expressa a opinião do tradutor (César Guerreiro), nem do Fórum TIMM, nem de nenhum outro senão a do próprio autor, Varg Vikernes.

É um tanto estranho ver que alguns jornalistas e escritores pedem informações sobre mim para o pessoal da Antifa (um tipo de organização terrorista "anti-fascista"), do Monitor (um serviço particular de inteligência dedicado a monitorar toda a actividade e os dissidentes de direita na Noruega) ou do Antirasistisk Senter (Centro Anti-Racista). Eles poderiam simplesmente pedir-me informações sobre mim ou minhas ideias mas, ao invés disso, eles procuram essas pessoas e ainda fingem estar escrevendo artigos “objectivos” e “confiáveis” sobre a minha pessoa. É como pedir à Gestapo [N.: polícia secreta da Alemanha nazista] informações sobre dissidentes na Alemanha de Hitler e esperar conseguir algo imparcial e objectivo.


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O que mais me surpreende, porém, são todas as entrevistas forjadas que estão por aí. Ao invés de me entrevistar de verdade, algumas pessoas simplesmente fingiram ter me entrevistado e publicaram essas coisas, inventando respostas para suas próprias perguntas. A mais conhecida das entrevistas falsas é provavelmente aquela incluída no livro "Lucifer Rising" mas, infelizmente, não é a única.

Outro tipo bastante peculiar de “entrevistas” são aquelas baseadas numa entrevista real mas que, fora isso, são pura bobagem. Uma dessas é (parcialmente?) incluída em um artigo chamado "Music, Murder And Fire - Black Metal The Scandinavian Way" [N.: “Música, Assassinato e Fogo – Black Metal à moda Escandinava”]. O artigo inteiro é basicamente pura ficção, mas eu reconheço partes dele de uma entrevista que concedi em 1994 ou 1995 para um alemão, que trabalhava para a “Tempo”, aparentemente uma popular revista alemã, possivelmente sediada em Hamburgo. Mas no fim do artigo intitulado "Music, Murder And Fire - Black Metal The Scandinavian Way" o autor é apresentado como "Ilde" (um pseudônimo?), e isso foi aparentemente publicado na revista "Nieuwe Revu" , algo que soa bem holandês para mim – e eu nunca tinha ouvido falar dela antes.


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O cara da "Tempo" descreveu-me como parecendo ein Bisschen wie ein Engel (um pouco angelical), como a pessoa chamada Ilde fez, só que em inglês, mas Ilde acrescentou que: "[Vikernes] olha pela janela, e através das árvores ele tem a visão de um muro alto com torres de vigia e luzes de busca", e isso apenas é prova de que essa é uma entrevista forjada. Em primeiro lugar, eu falei com o alemão da "Tempo" na prisão de Bergen em 1994 ou 1995 e, pelo que me lembro, não havia janelas naquela sala mas, se eu estiver errado e houvesse realmente janelas, a única coisa que Você poderia ver através delas seria outro bloco da prisão (e certamente nenhuma árvore). Além disso, não há torres de vigia com luzes de busca em nenhuma prisão da Noruega. As prisões norueguesas simplesmente não são construídas dessa forma (e devo acrescentar, em resposta a um tolo artigo de 2003 que alegou que eu tinha sido atingido pelo tiro de um guarda da prisão, que os guardas das prisões também não portam armas). Então sobre que diabos esse Ilde estava a falar A entrevista inteira é, obviamente, outra fraude. Ele nunca falou comigo! Nem sei quem ele é – ou talvez quem ela é!
Portanto há pessoas que por aí que realmente falsificam entrevistas e publicam nas revistas e na Internet. Elas baseiam as suas entrevistas fajutas noutras entrevistas fajutas e, claro, também entrevistas reais, acrescentando algum toque pessoal para ficarem da forma que desejam, mesmo desconsiderando a verdade.
A propósito, a entrevista original da "Tempo" também foi um monte de asneiras e a ridícula e totalmente falsa informação de que o meu pai costumava bater na minha mãe e em mim vem dessa revista. Ele – o alemão – provavelmente inventou essa história por conta própria, por alguma razão desconhecida.
Onde pessoas como esse alemão conseguem essas baboseiras? Se não têm nenhuma base na realidade, então devem estar inventando tudo por conta própria. Por quê? Por que inventar histórias quando você pode simplesmente falar comigo para saber a verdade?
O resto do artigo/entrevista "Music, Murder And Fire - Black Metal The Scandinavian Way" segue o mesmo estilo. É tudo um monte de asneiras. Parte é pura ficção e parte baseia-se noutras entrevistas que foram publicadas por pessoas que queriam apenas deitarem-me a baixo. Se eu sorria para os jornalistas, eles descreviam como “desprezo” e, se eu não sorrisse, eu era “frio como gelo”. Não importava o que eu dizia ou fazia, eu estava sempre errado e eles ainda distorciam tudo. No tribunal eu disse que não era um satanista e que eu considerava satanismo uma idiotice judaico-cristã, falei sobre Óðinn e Þórr e, mesmo assim, o juiz escreveu que "Varg Vikernes acredita em Satã" e as manchetes diziam que eu era um satanista. Até mesmo em 2001 a directora do departamento de justiça da Noruega (surpreendentemente) escreveu a mesma coisa numa carta para um psiquiatra e um psicólogo, que deveriam escrever um relatório sobre o facto de eu ser um psicopata ou não (e, a propósito, eles disseram que eu não era). Então a directora do departamento de justiça também alegou que eu era um satanista e que "Varg Vikernes acredita em Satã". Mas até mesmo as pessoas que trabalhavam na prisão onde eu estava na época ficaram chocadas pela ignorância (ou até malícia) da directora do departamento de justiça. O psiquiatra e o psicólogo também reagiram negativamente à declaração e, naturalmente, perguntaram-se por que ela faria tal coisa.

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Então o que se pode esperar de otários que escrevem na Internet ou numa revista sem conteúdo? Como podemos acreditar nas diferentes biografias, artigos e “entrevistas” que existem por aí, quando até mesmo os juízes do sistema judiciário e a directora do departamento de justiça da Noruega inventam ou repetem mentiras como essa?
Resumindo, todas as biografias, matérias e a maior parte das entrevistas estão repletas de mentiras. Ao invés de falar sobre as mentiras dentro de um fluxo incessante de artigos como esse que mencionei, direi simplesmente que não confie em nada do que lêem sobre mim, a menos que tenha sido escrito por mim.
Infelizmente, não podemos confiar em nada do que tenha sido dito e escrito sobre outros dissidentes também. Os dissidentes são sempre demonizados e os que apoiam os que estão no poder sempre são glorificados. A história não é nada além de uma ferramenta usada pelos poderosos para fazerem com que as massas os adorem e os sigam e também para terem certeza de que essas pessoas rejeitem e trabalhem contra seus inimigos ou adversários.
Até no ensino fundamental/ médio de hoje crianças e adolescentes ingénuos na Noruega aprendem sobre o “adorador do diabo” e “satânico” Varg Vikernes. Se um sistema diferente ou pelo menos a honestidade prevalecesse, eu provavelmente seria descrito mais da forma como eu vejo-me, uma pessoa que rejeitou a tentação de ter uma vida confortável em um país rico, porque eu preferi fazer o que achava estar certo. Eu recusei-me a participar do estupro da Mãe Terra e revoltei-me contra o mundo moderno.
Hoje sou visto como nada além de um criminoso, então não posso esperar que os simpatizantes desse sistema podre digam a verdade sobre mim e, é claro, não sou o único sofrendo esse tipo de campanha de mentiras. Todos os que se revoltam contra o mundo moderno e contra esse sistema doentio passam mais ou menos pelo que estou passando. Eles são demonizados, ignorados, caluniados e assim por diante. Até mesmo o adolescente comum passará por isso na sua comunidade se ele ou ela fizer algo que é considerado anti-social ou politicamente incorrecto (ou apenas usar roupas especiais). Todos os que se revoltam contra o mundo moderno devem estar preparados para enfrentar as consequências, mas isso não significa que devemos simplesmente aceitar o facto das pessoas estarem espalhando mentiras, nos ignorando ou nos caluniando. Devemos sempre reagir, nunca desistir. Não importam as consequências.
Quando os poderes “ocidentais” apoiam dissidentes em outros países, seja em Myanmar, na China, no Zimbábue ou em qualquer outro lugar, eles chamam-nos de dissidentes ou oposicionistas, mas todos os dissidentes no mundo “ocidental” são chamados de criminosos ou simplesmente de terroristas. Eles nem mesmo reconhecem que há uma razão legítima para se revoltarem contra o mundo “ocidental”, porque eles querem estabelecer como um fato indiscutível que a sua tão falada “democracia” é a melhor maneira de governar um país. Argumentar contra isso é como argumentar contra a teoria da macro evolução com cientistas ou, o que é pior, questionar a veracidade da teoria do Holocausto na frente de seu professor de história. Não importa o que digas, eles verão te como um completo idiota e recusarão até mesmo a ouvir o que tens a dizer.
Um fanático é simplesmente um idealista de quem discordas e um idealista é simplesmente um fanático com quem concordas. Portanto, os “idealistas” ditam as regras no mundo “ocidental” e os “fanáticos” como eu são perseguidos. É assim que as coisas são e deves sempre ter isso em mente quando ler algo sobre gente como eu. As regras do jogo ainda são deles. Você também deve ter sempre isso em mente quando não ler coisa alguma sobre gente como eu.

Obrigado pela sua atenção.
Varg "O que persevera na Vida" Vikernes

(Escrito em Dezembro de 2004, actualizado em Abril de 2005)
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