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A História do Burzum: Parte VI – A Música

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A História do Burzum: Parte VI – A Música

Mensagem  Psychopath Paranoia em Qui Jun 17, 2010 11:04 am

Esta é uma tradução da biografia do Burzum, em nove partes, publicada originalmente no site www.burzum.org (oficial de Burzum) e redigida pelo próprio Varg Vikernes.
O texto foi traduzido na sua totalidade, e não expressa a opinião do tradutor (César Guerreiro), nem do Fórum TIMM, nem de nenhum outro senão a do próprio autor, Varg Vikernes.

Nos últimos oito meses tenho recebido muitas cartas de pessoas interessadas em saber, entre outras coisas, quais os instrumentos usei nas gravações dos álbuns do Burzum. Pessoalmente, não estou nem um pouco interessado nessas coisas e, portanto, não tenho motivação para responder a essas cartas. Para mim, isso é como um eco do passado, quando “toda gente” na cena Death Metal underground falava sobre essas coisas. O foco nos instrumentos, marcas, estúdios de som e “produção” é, na verdade, uma das coisas contra as quais me rebelei em 1991. Mas como as pessoas que nunca obtiveram uma resposta reclamaram sobre a minha falta de vontade para responder a elas, escreverei um artigo sobre esse assunto que, espero, responderá a todas as suas perguntas.
Nas gravações de todos os álbuns do Burzum, eu usei uma velha (acho) guitarra Weston que comprei bem barato em 1987 de um conhecido meu. O baixo que usei era o mais barato que havia na loja e nem sei de que marca era. Eu nunca verifiquei e nem mesmo pensei sobre isso. No caso da bateria, eu simplesmente tinha emprestado um kit do baterista de Old Funeral (depois do Immortal), ou de outro músico que morava por perto e, “claro”, também não tenho nem ideia de que marca era.
Já no caso dos amplificadores para guitarra, todos os gajos ligados ao Death Metal diziam-me que a única maneira de conseguir o som “correcto” (da moda) era usando amplificadores Marshall mas, como eu não gostava daquele som, eu usava um amplificador Peavey. No "Filosofem" eu nem cheguei a usar um amplificador para guitarra; ao invés disso, usei somente o amplificador do aparelho de som do meu irmão (que, claro, não tinha sido projectado para esse uso) e alguns velhos pedais empoeirados.

Para “cantar”, eu usava qualquer microfone que o técnico de som me fornecia ou – quando gravei "Filosofem" – eu pedi o pior microfone que ele tinha e acabei usando o microfone em um headset.
Para gravar o álbum de estréia (em Janeiro de 1992), gastei somente 19 horas no total, desde o momento em que cheguei ao estúdio com os instrumentos até a mastreação (!). O número de horas gastas (em 1992) no "Det Som Engang Var" (DSEV) foi um pouco maior, 26, porque não havia ninguém para ajudar-me a transportar os instrumentos e coisas desse tipo e, portanto, tive que carregar e preparar tudo sozinho. A gravação de "Hvis Lyset Tar Oss" (HLTO) aconteceu em Setembro de 1992 e levou algo entre 20 e 30 horas (não me lembro), mas isso incluiu gravar duas músicas que nunca foram incluídas no álbum (uma versão muito ruim da faixa "Burzum" ["Dunkelheit"] e uma outra que nunca usei). "Filosofem" foi gravado (em Março de 1993) em apenas 17 horas, mas isso deveu-se principalmente ao facto de eu ter usado um kit de bateria que já estava lá – no estúdio, e que tinha sido usado por alguma banda de jazz ou rock no dia anterior – então isso poupou-me muito tempo. Além disso, naquele momento eu já tinha passado pelo processo de gravação de um álbum algumas vezes, então toda a parte técnica já se tinha tornado rotina.
A razão para eu ter usado o estúdio Grieghallen era que tínhamos usado aquele estúdio quando gravamos um EP com o Old Funeral, acho que em 1990, então eu conhecia o técnico de som (um gajo bastante positivo, habilidoso e gente fina que morava em Bergen), e ficava localizado a apenas 1,5 km de meu apartamento em Bergen. Se eu morasse noutra cidade eu, obviamente, usaria outro estúdio.

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Quando gravei o álbum de estréia, tanto Øystein Aarseth ("Euronymous", do Mayhem) quanto Harald Nævdal ("Demonaz", do Immortal) estavam presentes na maior parte do tempo e eles ajudaram-me a carregar os instrumentos – e, por gozação, deixei que Aarseth tocasse um solo de guitarra na faixa "War". Ele também (além de mim) “bateu com os punhos” num grande gongo no Grieghallen para fazer algum som. Isso foi usado como som ambiente na faixa "Dungeons Of Darkness" e na intro do DSEV.
Quando gravei os outros álbuns, eu normalmente estava sozinho com o técnico de som. Porém, Samoth (Thomas Haugen, do Emperor) estava presente quando gravei duas das faixas do mini-LP "Aske" e partes do HLTO. Ele tocou baixo em duas faixas do "Aske" e estava presente quando gravei as partes de bateria do "Aske" e do HLTO. Ele tocou baixo em "Aske" porque, por um curto período em 1992, eu cogitei a ideia de tocar ao vivo e, portanto, ensaiei uma ou duas vezes como banda (um gajo chamado Erik Lancelot, dos arredores de Oslo, deveria tocar bateria). Mas eu rapidamente acordei da “psicose de tocar ao vivo” e, felizmente, mudei de ideia e continuei como antes, como uma banda-de-um-homem-só que não precisava de músicos de estúdio.
Com excepção de uma música no HLTO e outra no "Filosofem" eu gravei tudo na primeira tentativa. O problema com a música do HLTO era técnico e eu tive que gravar a bateria da faixa título duas vezes e, na faixa "Jesu Død" do "Filosofem" eu tive que gravar uma linha de baixo novamente porque eu estava cansado depois de ter gravado as duas faixas de guitarra (meus “dedos de burguês” não estavam acostumados a todo aquele trabalho...).

Os erros cometidos em algumas das faixas durante as gravações poderiam ter sido evitados facilmente se eu tivesse preocupado em regravar certas partes, mas naquele momento o que eu queria era me rebelar contra a música (Death) Metal polida e convencional. A principal motivação da rebeldia musical era não fazer álbuns “perfeitos”, não fazer música com “esta ou aquela” marca de instrumentos, era não ir a um determinado estúdio para conseguir “esse ou aquele som” e também era não soar como outras bandas. Alguns poucos erros tornam a música mais viva e pessoal, o que simplesmente dá à música “alma” e originalidade, então nunca me preocupei em corrigir coisa alguma. A música nos álbuns do Burzum é simplesmente uma honesta, sincera, simples e clara representação da minha pessoa. Certamente não sou perfeito ou livre de erros, e nem a minha música.
Havia uma ideologia por trás disso; era a aceitação da honestidade e a apreciação do que era puro e natural. Se o som não é definido como bom por algum músico de queixo empinado (frustrado) que trabalha para alguma revista de música, isso não significa coisa alguma para mim. O natural é sempre o melhor, seja quando estamos a falar de música ou de qualquer outra coisa. A música natural e de melhor qualidade é (da forma como vejo) música com “alma” e não música que foi trabalhada por meses em num estúdio para remover até mesmo os menores erros (peculiaridades).
Mesmo em 1990 a maior parte das bandas de Death Metal seguiu a corrente, foi incorporada na indústria da música comercial e perdeu toda a sua “alma”. As assim chamadas bandas de Black Metal logo em seguida seguiram essa tendência e, (até onde eu sei) com excepção de Fenris do Darkthrone, todas elas venderam-se e deixaram de honrar as ideias originais do Black Metal. As bandas mais jovens da Noruega, que surgiram em 1993 ou depois, em razão da cobertura da mídia sobre nosso mundinho, nunca souberam coisa alguma sobre essas ideias então, ironicamente, elas nunca se venderam realmente. Entretanto, chega a ser um pouco idiota o facto de fazerem essas coisas e terem uma certa aparência sem nem saberem por quê. Elas apenas juntaram-se a um bando e nunca souberam de onde esse bando surgiu ou onde esse bando esteve antes de se juntarem a ele. Em resumo, podemos dizer que as tão faladas bandas de Black Metal também se comercializaram.
Neste ponto devo lembrar a daquilo que escrevi no começo deste artigo; pessoas perguntavam-me coisas, como os quais instrumentos eu usei nas gravações dos álbuns do Burzum. Tais perguntas são tão irrelevantes e desinteressantes para mim quanto perguntas sobre que marca de calças ou de cueca eu usei quando gravei os álbuns. Será que realmente importa saber que instrumentos eu usei? Eu não acho, e penso que é importante não se preocupar com essas coisas. Eu usei a minha guitarra e, se eu tivesse outra guitarra, teria usado essa outra. É simples assim. Eu usei o que estava à mão e a minha principal prioridade era fazer música honesta e original – e eu poderia ter conseguido isso com qualquer tipo de instrumentos, não importando a idade do mesmo, preço e marca. É simples assim.
Eu gostaria de agradecer-te pelo interesse no Burzum e pela sua atenção mas, por favor, não espere que eu dê prioridade a cartas com perguntas sobre instrumentos, detalhes técnicos ou outras coisas pelas quais não tenho interesse algum. Se achas essas coisas interessantes, para mim tudo bem, mas não esperes que eu tenha os mesmos interesses que tu.

Varg "Волк" [N.: “O Lobo”] Vikernes
(Julho de 2005)
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