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A História do Burzum: Parte X – Entrevista com Varg Vikernes

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A História do Burzum: Parte X – Entrevista com Varg Vikernes

Mensagem  Psychopath Paranoia em Qui Jun 17, 2010 1:58 pm

Esta é uma tradução da biografia do Burzum, em nove partes, publicada originalmente no site www.burzum.org (oficial de Burzum) e redigida pelo próprio Varg Vikernes.

O texto foi traduzido na sua totalidade, e não expressa a opinião do tradutor (César Guerreiro), nem do Fórum TIMM, nem de nenhum outro senão a do próprio autor, Varg Vikernes.

Esta entrevista, datada de 12 de Agosto de 2004, não faz parte da biografia do Burzum publicada originalmente no site da banda (www.burzum.org); acrescentamos a mesma como um epílogo a esta série.


Quando tentou escapar da prisão em Outubro de 2003, muitos jornais noruegueses falaram sobre o assunto. De acordo com a declaração dada pelo seu advogado John Christian Elden ao "Aftenposten", você não tinha planos concretos, excepto o de “sair da Noruega” e “ir para um lugar no qual pudesse viver sem ser tratado como um leproso” devido ao seu passado. E é por isso que você pensou em entrar para a Legião Estrangeira Francesa. Mas ninguém ouviu mais nenhuma palavra sua. Então, se possível, você pode dizer qual foi a sua real motivação para escapar da prisão e o que você planejava fazer?
Nunca deves confiar naquilo que é divulgado pela mídia. A primeira prioridade deles é espalhar boatos e a segunda é ganhar dinheiro. Eles nunca se preocupam realmente em dizer a verdade. Quanto à minha real motivação, discutiremos isso mais tarde.
Como se sente agora na prisão? Se possível, descreva o seu dia-a-dia: O que pode e o que não pode fazer? É muito ameaçado pelos outros prisioneiros e pelos guardas?
Não, não sou ameaçado por ninguém. O sistema prisional da Noruega é razoavelmente civilizado, pelos padrões mundiais, e assim também são os prisioneiros e os guardas. Eu dou-me bem praticamente com toda gente.
Recentemente, eu recebi um computador na minha cela e vou começar a estudar programação de computadores para o próximo ano. Fora isso, pouca coisa acontece. No meu bloco, ficamos 23 horas por dia em celas individuais e passamos uma hora no pátio. Temos uma TV na cela e, uma vez por semana, podemos ir até a biblioteca. Na verdade, isso é tudo o que há para ser dito. Se eu quiser fazer alguma coisa, preciso de fazer na minha própria cela ou durante a hora em que ficamos no pátio. Faço algumas flexões, levanto algumas garrafas cheias de água e coisas do tipo para ficar em forma, e corro no pátio.
Pergunta de Ann, da França: Fale algo sobre a sua família. Como estão a sua esposa e a sua filha? Elas estão bem? Você vê ambas com frequência?
O meu pai é um engenheiro electrónico que trabalha como gerente de segurança numa empresa, o meu irmão é um engenheiro civil formado e está a trabalhar na administração de alguma empresa de segurança, a minha mãe tem uma formação chata e complicada (então não vou escrever aqui) e está a trabalhar numa grande companhia petrolífera. A minha filha ainda está no ensino fundamental... Eu não vejo a minha filha com muita frequência (duas vezes desde 1993, para ser exacto) e, na verdade, não vejo ninguém da minha família desde Outubro do ano passado, mas isso deveu-se a “problemas na prisão”. Depois que fui transferido para a prisão de Trondheim no mês passado, eu posso receber uma visita por semana. Eu tenho um bom relacionamento com minha família, embora a minha filha não me conheça muito bem, obviamente.
Quanto à minha esposa, não sei do que você está a falar. Eu nunca fui casado com a mãe da minha filha e também nunca fui casado com ninguém. Poderia dizer que ainda estou esperando por uma princesa que caia do céu no meu colo...

Pergunta de Mark, da Polónia: Qual é o seu grande anseio enquanto está na prisão?
Nada em especial. Sou um ser humano racional e não vejo razão para ansiar por coisas que não posso ter. Eu adapto-me à situação, apenas isso.

Quando exactamente você sairá da prisão?
O meu palpite é Agosto de 2006, mas não sei ao certo. Eles mudam as leis e as regras a todo o momento, então ninguém sabe realmente.


PARTE II: MÚSICA
Muitas pessoas pediram-me para fazer a seguinte pergunta: Por que encerrou o Burzum e há alguma hipótese de que ele seja ressuscitado no futuro?
Há muitas razões para isso. Em primeiro lugar, eu estava muito cansado de ouvir boatos idiotas sobre o Burzum e percebi que a melhor maneira de calar as pessoas era dizer que o Burzum não existe e esperar todos esquecerem o assunto. Em segundo lugar, é muito difícil continuar enquanto eu estiver na prisão. Claro, consegui gravar dois álbuns de música electrónica, mas não achei que valeram o esforço, podemos assim dizer. De qualquer forma, toda a inspiração que eu ainda tinha praticamente acabou por causa dos muitos rumores idiotas relacionados ao Burzum e a mim. Em terceiro lugar, eu não quis ser associado às famigeradas novas bandas de "Black Metal". Elas envergonharam-me e eu estava cansado de ter que explicar a toda gente que eu não tinha nada a ver com essa gente, com a sua imagem ou com qualquer coisa que eles fazem. Na verdade, eu senti-me manipulado pela mídia e vi o crescente movimento "Black Metal" como resultado das mentiras da mídia e de sua ridícula representação minha e de outros. Além disso, eu fiquei intrigado com o facto de os meus álbuns de música electrónica terem sido colocados nas prateleiras de “Black Metal” das lojas de discos (foi isso que me disseram). Parecia que, não importava o que eu fazia, as pessoas preferiam ficar com o retrato (errado) que a mídia criou para mim em 1993. Então para quê continuar?
Por fim, devo dizer que não era nada inspirador ver milhares de novas bandas emergirem do nada e começarem a tocar exactamente a mesma música que eu tocava. Por que eu iria querer tocar esse tipo de música, quando tantas outras bandas também faziam isso? Até onde eu sei, eles até faziam melhor do que eu jamais fiz! Então por que eu ainda deveria continuar a interessar-me por isso? Nós realmente precisamos de milhões de bandas a tocando a mesma música? Não basta ter apenas um Paradise Lost, um Das Ich, um Vangelis, um Dead Can Dance, ou um Pink Floyd, um Iron Maiden e assim por diante? Por que precisaríamos de milhares de clones?
Eu achei que, se eles queriam copiar as primeiras bandas de "Black Metal", para mim tudo bem. Há outras coisas que eu posso fazer, então eu segui em frente.
Se há alguma chance de uma ressurreição no futuro? No caso de eu lançar outro álbum, será algo completamente novo. Se soar como alguma outra banda, não lançarei nada. Por ora, eu só tenho algumas músicas novas, mas eu acho que não é improvável que eu componha mais música no futuro.


Pergunta de Karlis, de Ventspils, Letônia: Se tivesse permissão de ouvir música agora, que tipo de música você normalmente ouviria?
Se eu pudesse ouvir música agora, eu ouviria Das Ich ("Die Propheten"), Tchaikovskij (especialmente "O Quebra-Nozes" e "O Lago dos Cisnes") e música clássica em geral, Dead Can Dance ("Within The Realm Of A Dying Sun"), The Uppsala Jesters (isto é, "Juculatores Uppsaliensis", ou algo do tipo), Goethes Erben, música house e rave, Jean Michelle Jarre, Vangelis, Kraftwerk, música folclórica russa, antigas marchas alemãs e soviéticas, um pouco de ópera e possivelmente um pouco de metal, do tipo que desperta o meu lado “emocional” – como Paradise Lost (algumas músicas em "Lost Paradise" e em a sua demo tape de 1989 ou 1990) e Burzum.


Nos últimos anos houve um grande crescimento das bandas NSBM (National Socialistic Black Metal), que baseiam a sua ideologia e música nas idéias nacional-socialistas, nazistas, pagãs e arianas. Qual é a sua opinião sobre elas?
Não sei muita coisa sobre isso, mas o que sei é que, pelo menos, esses gajos têm a coragem de ser diferentes e politicamente incorrectos, diferentemente das bandas molengas e poser da cena “Black Metal”. Pelo menos o NSBM tem um argumento diferente daquela atitude idiota tipo “sexo, drogas e rock’n’roll” do resto da cena metal.


Há muitos rumores na imprensa sobre um álbum chamado “Sorg”, que você gravou na prisão não há muito tempo. Isso é verdade ou não?
Esse é o tipo de boato que fez-me abandonar o projecto Burzum. Eu nunca gravei um álbum chamado “Sorg”.


Outro grande boato é que as guitarras e a bateria em "Filosofem" foram tocadas e gravadas por Fenriz e Nocturno Culto do Darkthrone. Pode confirmar ou negar isso?
Bem, quem é que inventa esse boatos? Por qual motivo Fenriz e Nocturno Culto tocariam bateria e guitarra no álbum "Filosofem"? O álbum foi gravado em 1993, em Bergen, e tudo foi tocado por mim. Eu mesmo carreguei os instrumentos até o estúdio e gravei o álbum sozinho.


Já que estamos a falar sobre "Filosofem", você mencionou certa vez que não ouviu a versão final desse álbum. Você já o ouviu, só por curiosidade?
Pelo que me lembro, eu estava muito cansado de responder perguntas sobre o que eu achava desse ou daquele álbum, então certa vez eu simplesmente escolhi a saída mais fácil e respondi que não tinha ouvido a versão em CD, ou coisa parecida, então eu não podia responder à pergunta dele (parece que Varg se refere a um gajo que tinha feito a pergunta – ed.). Essa foi uma resposta estúpida, é claro, já que quase não há diferenças entre a versão masterizada da gravação e o CD prensado, mas eu disse aquilo para ele porque estava de farto de responder a esse tipo de pergunta e esperava que ele e outros percebessem isso e parassem de enviar-me tais perguntas. Eu tinha o álbum finalizado e masterizado em fita na minha cela, mas não o CD, então, obviamente, eu poderia ter respondido a pergunta dele adequadamente se eu quisesse. Aparentemente minhas respostas estúpidas às vezes criam apenas rumores igualmente estúpidos...


Pergunta de Peter Vishnakov, de São Petersburgo, Rússia: Quando parou de tocar música relacionada ao metal, você explicou que a razão era que o metal tinha suas raízes na música negra. É por isso que os dois últimos álbuns do Burzum foram compostos com sintetizadores. Mas o sintetizador foi inventado em São Petersburgo, Rússia por um judeu, Leo Termen, em 1920. O primeiro sintetizador foi chamado "termenvox" (a voz de Termen). O que você tem a dizer sobre isso?
Comparar um instrumento com uma cultura musical é um tanto estranho, acho eu. É como comparar letras com línguas. Eu posso usar letras latinas quando escrevo em russo e ainda será russo, certo? Mas se eu escrever noutra língua com letras russas, não será russo. Entende o que quero dizer? "Eta nje harasjo pitch samnoga vodki!" (É mau beber tanta vodka - ed.) ou "Panjemaesh pa germanskamo?" (Percebe alemão? - ed.) ainda é russo, mesmo se eu usar letras latinas! (Bem, um russo bem macarrónico, mas acho que dá para entender o que quero dizer). Portanto, se eu usar um instrumento feito por um judeu para tocar música europeia, a música ainda será europeia. Pela mesma razão, estas respostas não são americanas, mesmo que eu esteja usando uma invenção americana – o PC – quando respondo estas perguntas. Certo?
Eu posso ver a ligação entre a música clássica e certos tipos de metal, mas minha principal objecção era, e ainda é, que a cultura relacionada ao metal é “negra”. Os "metal heads" tendem a se comportar como um bando de “negros brancos”, digamos assim, com a sua cultura de sexo, drogas e rock'n'roll.


PARTE III: VISÃO DO MUNDO
O que está fazendo agora? Tem escrito livros ou artigos ultimamente? Publicou algo em revistas? Ainda faz pesquisa de mitologia e história europeia e ariana?
Sim, ainda leio livros e tento ampliar meus horizontes. Não tenho escrito muitos artigos ultimamente; na verdade, o único que escrevi no ano passado é aquele que enviei a há algumas semanas sobre o livro “Lords Of Chaos”. Nos últimos três anos, mais ou menos, tenho estado muito isolado, por diferentes razões, e não estive em condições de escrever muitos artigos ou de fazer algo realmente relevante. Sim, eu escrevi alguns livros desde 1998, mas alguns não valem a pena ser publicados e outros serão incluídos em trabalhos posteriores depois de terem sido traduzidos para o inglês. Provavelmente o primeiro livro será publicado no começo do ano que vem e será em inglês, a propósito. Saberá mais a respeito depois.


Hoje em dia é um membro da AHF [N.: Allgermanische Heidnische Front, organização internacional que defende o paganismo e é acusada de ser neonazista e anti-semita]? Por que teve que deixar a AHF? Quais foram as razões para isso? Foi forçado a sair ou foi a sua própria decisão?
A NHF [N.: Norsk Hedensk Front, ou Frente Norueguesa do Paganismo] foi perseguida na Noruega pela Antifa [N.: organização antifascista] e pelo Monitor [N.: serviço particular de inteligência dedicado a monitorar a actividade e os dissidentes de direita na Noruega], que sempre diziam que a NHF era neonazista e que o seu líder era Varg Vikernes, e assim por diante. Mesmo quando a NHF disse a eles que Varg Vikernes não era o líder da NHF ou da AHF, eles continuaram dizendo as mesmas coisas. Até a polícia secreta afirmou categoricamente que eu era o líder da NHF quando eles entrevistaram um dos caras da NHF (quando ele tentou obter uma licença para uma pistola 10mm H&K). Ele disse para eles que eu não era o líder, mas eles simplesmente o ignoraram e confiaram nas suas próprias fontes.
Depois de certo tempo eu percebi que seria interessante ver o que essas pessoas fariam se eu nem mesmo fosse um membro da NHF. Será que eles ainda alegariam que eu era o líder? Não importava se eu era um membro ou não, já que eu estava na prisão e incapacitado de participar de qualquer uma de suas expedições até velhos fortes nas colinas, ou coisas desse tipo. Por essa razão eu deixei a AHF/NHF, para ver como os idiotas da Antifa/Monitor e a polícia secreta agiriam. Na prática, eu nunca fui um membro, então os gajos da NHF nunca notaram qualquer diferença (de facto, eu não encontrei-me nem com metade deles) e, se eu quiser escrever artigos para a revista deles, eu posso fazer isso de qualquer maneira, sendo membro ou não.
A AHF/NHF nunca me pediu para sair e não houve briga alguma entre nós. Eu simplesmente saí, pelos motivos mencionados acima.


Pergunta de Helen, de Petropavlovsk-Kamchatskiy, Rússia: Que livros está lendo agora? Como e onde os obtém?
No momento, estou lendo "Gjennom Lysmuren" (Através do Muro da Luz), por Bente Müller, e "Historien om Europe" (A História da Europa), por Karsten Alnæs. Mas não posso recomendar nenhum deles. O livro de Alnæs é – como os seus outros livros – muito maus. Suas reflexões são tão politicamente correctas (ignorantes) e chatas que é difícil não cair no sono. O outro eu apenas comecei, mas também não parece bom.
Nós podemos ir à biblioteca aqui uma vez por semana e pedir para o bibliotecário livros de qualquer outra biblioteca na Noruega. Fora isso, eu às vezes recebo livros da minha bondosa mãe, que é membro de um clube de livros, ou de amigos.


Já leu The Book of Veles [N.: O Livro de Veles, que fala de cultura e história eslava, mas que tem sua autenticidade contestada]? Qual é a sua opinião sobre ele?
Não, eu não o li, mas li um review escrito por Sverd numa revista norueguesa (KultOrg. Skandinavio [Ooops, esqueci como é que eles escrevem isso...]) e gostaria de lê-lo (essa revista é conhecida como "KulturOrgan Skadinaujo"; mais informações aqui: www.kultorg.com - ed.). O problema é que ainda não encontrei o livro em nenhuma biblioteca da Noruega. Por alguma razão estranha, ultimamente também tenho tido problemas para encontrar livros sobre mitologia grega...


Pergunta de Sventevith, de Kosice, Eslováquia: Qual a sua opinião sobre as nações eslavas (do leste europeu) e o seu possível (futuro) lugar na Europa?
O possível lugar das nações do leste europeu na Europa? As nações do leste europeu nunca tiveram um lugar na Europa? Ou talvez esteja referindo-se à União Europeia? Se estiver referindo-se à EU, posso dizer que tenho uma visão bastante negativa sobre ela e nunca aconselharia ninguém a juntar-se àquela união completamente corrupta, extremamente burocrática, predominantemente católica e totalmente caótica.
Bem, de qualquer forma, tenho uma visão geralmente positiva sobre as nações do leste europeu, tanto as nações eslavas quanto as bálticas, e posso acrescentar que tenho uma visão muito mais positiva sobre o leste do que o oeste ou o sul da Europa. Há mais cultura aborígine europeia na Lituânia, por exemplo, do que há em todo o oeste e sul da Europa.


Como sou da Rússia, qual a sua opinião sobre os russos e nossos vizinhos – ucranianos e bielo-russos?
Até onde sei, Ucrânia significa algo como “na fronteira” e, claro, Bielo-Rússia significa “Rússia branca” porque há mais pessoas loiras lá do que no resto da Rússia então, para mim, vocês são basicamente iguais – como os dinamarqueses, suecos e noruegueses são basicamente iguais. E isso é, na verdade, um elogio a todas essas nações, já que tenho uma visão bastante positiva sobre a cultura e a população russa (e escandinava). As mulheres russas são bonitas, a música russa é bonita e a história diz-nos que os russos são corajosos, fortes e orgulhosos.


Pergunta de Durbwakh, da Rússia: Concorda com o facto de que os russos são descendentes de antigos escandinavos – os varengues, já que a palavra “Rússia” deriva do nome das tribos Ross/Russ? Isso significa que os deuses pagãos alemães/ escandinavos e russos são os mesmos, mas têm nomes diferentes?
Todos os deuses pagãos europeus são os mesmos, nós apenas os chamamos por diferentes nomes, como Svarog, Uranos, Wotan e Óðinn (Ódhinn), ou Perun, Zeus, Jupiter, Donar e Þórr (Thórr), e assim por diante. Há pequenas diferenças em diferentes partes da Europa mas, basicamente, os deuses são os mesmos – e originalmente eles eram idênticos (da mesma forma que nossas línguas indo-européias).
É claro que muitos russos têm sangue escandinavo e vice-versa. Mas eu não acho que o facto de que muitos escandinavos, principalmente suecos, se estabeleceram na Rússia/ Ucrânia/ Bielo-Rússia na era Viquingue tenha algo a ver com o facto de que temos deuses pagãos em comum. É errado acreditar que os russos não tinham uma religião e uma cultura pagã antes dos escandinavos chegarem à sua região. Como disse antes, todas as tribos aborígenes na Europa tinham uma religião pagã comum e, da mesma forma que nossas línguas se desenvolveram com o tempo, também o nosso paganismo desenvolveu-se.


Outra pergunta de Durbwakh, da Rússia: As nações europeias descendem dos hiperbóreos [N.: De acordo com a tradição da mitologia grega, os hiperbóreos eram um povo mítico vivendo no extremo norte da Grécia]. De quem acha que os hiperbóreos descendem?
Bem, eu não usaria o termo “hiperbóreos”, mas acho que isso é irrelevante. Obviamente, não posso dizer com certeza, mas aparentemente os hiperbóreos, se formos usar o seu termo, vieram da Atlântida para a Europa quando a Atlântida estava coberta de gelo, há uns 80.000 anos. O mais provável é que as ruínas de Atlântida estejam sob o gelo da Antárctica (dessa forma, afundando num “mar” de gelo), e um desastre natural forçou os hiperbóreos a mudarem-se para outras partes do mundo (deve ter ocorrido um erro de impressão aqui, porque a Hiperbórea seria localizada no Árctico – ed.). Alguns lugares em que eles estabeleceram-se eram desabitados e outros eram habitados por outras raças. Algumas tribos foram assimiladas por populações maiores de outras raças (como na América, entre 10.000 e 20.000 anos atrás), outras pereceram e a única tribo que sobreviveu “imaculada” foi aquela que foi para a Europa. Essa foi a tribo que originou todos os povos (“brancos”) europeus e essa é, obviamente, a tribo a que me refiro quando digo que todos tivemos a mesma língua e religião no passado.


De acordo com pesquisas modernas, os antigos arianos chegaram até a Índia vindos do território norte dos Montes Urais e trouxeram a sua crença – que depois foi chamada de Hinduísmo. Depois mudaram-se para o oeste e exploraram a Europa e o norte da África. Vê alguma conexão directa entre o hinduísmo, o budismo e as crenças germânicas/ escandinavas?
Não, não vejo e devo dizer a que a teoria da “invasão” indo-européia da Europa é muito duvidosa. Os arianos eram um povo que chegou ao vale do rio Indo, tudo bem. Eles tinham origem europeia e trouxeram a sua cultura ao vale do Indo. Depois de certo tempo eles foram assimilados pelas populações de nativos, que eram maiores, e então sua cultura avançada desapareceu. Por outras palavras, a tribo ariana desapareceu devido à mistura de raças. Ainda vemos que a casta (que, a propósito, significa “cor”!) mais alta ainda tem algum sangue ariano pois, às vezes, ainda nascem crianças com olhos azuis ou cabelo loiro nessa casta.
O que está mencionado é uma teoria que diz que houve uma migração de indo-europeus, ou arianos, para a Europa há 4.000 anos. Eles baseiam essa teoria na disseminação de armas de bronze, em especial de um certo tipo de machados de bronze (machados de guerra). Isso pode parecer razoável, mas é, na verdade, um absurdo. Não houve “invasão” da Europa pelos arianos. O que vimos foi a disseminação da tecnologia do bronze, que foi rapidamente adoptada por todos os povos europeus (os outros “arianos”).
A teoria do “Povo do Machado de Guerra” e da sua invasão da Europa há 4.000 anos é, na verdade, muito tola. Podemos comparar o que aconteceu com a disseminação do feudalismo na Idade Média e, obviamente, aquilo também não foi uma invasão de uma nova e diferente tribo – e sim a disseminação de uma nova maneira de organizar a sociedade. Isso também não significa que a disseminação da “Microsoft” por todo o mundo deveu-se ao facto de que certa tribo americana conquistou a Terra nos anos 80 e 90, como poderia ser deduzido por futuros arqueólogos que possam utilizar essa mesma lógica para explicar a disseminação mundial daquilo que aconteceu quando todas as tribos europeias subitamente começaram a produzir artefactos de bronze. Arqueologia é uma ciência muito imprecisa e frequentemente suas conclusões são extremamente ignorantes.


No que se baseia o seu ponto de vista sobre a política no mundo moderno?
Intuição...

Pergunta de Tetsuro Yoshioka, do Japão: O que pensa sobre o terrorismo muçulmano moderno?
Essa questão é complicada. Há muitos aspectos a serem considerados. Por um lado, a maior parte das pessoas vai concordar comigo quando digo que “O que vai, volta”. Você colhe o que planta, certo? O terrorismo ao qual os EUA estão expostos hoje em dia não é nada comparado ao terror dos bombardeios que eles lançaram sobre a Alemanha e o Japão na última guerra mundial, e eles tinham civis como alvo, da mesma forma que os terroristas muçulmanos. A única diferença é que os EUA eram certamente mais habilidosos e competentes no assassinato em massa de civis do que esses gajos com “toalhas na cabeça” jamais poderiam sonhar em ser.
Por outro lado, quem é que esses muçulmanos pensam que são? A própria sobrevivência deles depende da boa-vontade do mundo ocidental. Eles deveriam estar contentes pelo facto do mundo ocidental não decidir arrasá-los completamente e, considerando essa possibilidade, provocar os EUA com terror não é uma ideia muito boa. E eles já arrasaram povos antes (os nativos americanos, por exemplo). Já há pessoas argumentando que deveríamos bombardear Meca toda vez que algum desses muçulmanos peida na direcção errada. Também vemos pessoas a dizer que deveríamos simplesmente deixar Israel fazer o que quiser “naquelas paradas”. Por que deveríamos nos preocupar com o que acontece a eles quando esses muçulmanos ameaçam a vida dos nossos filhos? De qualquer forma, os árabes não têm direito àquela área: as culturas mesopotâmicas/ babilónicas, egípcias e assírias não foram construídas pelos árabes. Os árabes chegaram a essas áreas vindos da península saudita no século VII, ou seja, centenas de anos depois que a última dessas culturas antigas que mencionei já tinha deixado de existir. Pelo menos os israelenses possuem direitos históricos sobre aquela área, até eu entendo isso. Chamar os árabes de “palestinos” não muda esse facto.
O problema não é a ameaça do terror, mas como os governos do ocidente reagem a ele. Eles usam isso como desculpa para restringir os direitos dos seus próprios cidadãos, com todo tipo de vigilância e outras medidas de segurança. Eles basicamente introduzem um estado policial no qual a liberdade dos cidadãos é bastante reduzida. O que eles deveriam fazer, é claro, seria remover completamente a ameaça do terror expulsando todos os muçulmanos. Que diabos esses muçulmanos estão fazendo lá?
Bem, eu posso dizer o que eles estão fazendo lá: praticando a sua religião. O Islã é uma religião imperialista e eles sabem que a única maneira deles dominarem o mundo é fazer com que os seus seguidores mudem-se em massa para países civilizados, poderosos e ricos. Eles reproduzem-se como ratos e, se os deixarmos ficar, seria apenas uma questão de tempo antes de tornarem-se maioria e, se isso acontecer, eles não precisarão de poder militar para tomar o poder. Nossa “democracia” fraca e tolerante torna isso possível. Em Oslo, 40% de todas as crianças já são imigrantes como esses!
Na minha mente paranóica, parece que alguém está a deixar esses muçulmanos chegar e ficar somente porque eles querem manter-nos reféns, por assim dizer. Por que alguém deveria temer o terror muçulmano se não houvesse muçulmanos nos nossos próprios países? É claro que não! Eles são uma ameaça apenas porque eles vivem entre nós. Agora, quem se beneficia com isso? Israel com certeza sim, já que cada vez mais pessoas entre nós estão inclinadas a deixar os israelenses fazer o quiserem “naquelas paradas”, porque temos medo ou estamos cansados da escória muçulmana (como sempre, uso termos bastante diplomáticos...). Além disso, os governantes ocidentais também se beneficiam disso. Eles são capazes de assegurar o seu poder, reprimir a sua oposição e todos os que discordam deles, usando a ameaça do terror como desculpa para fazer isso.
Portanto, o terrorismo muçulmano moderno é um estratagema mesquinho e podemos e devemos resolver esse problema expulsando todos os Muçulmanos de volta para os seus países de origem – e dar um tiro na cabeça deles caso se recusem a ir voluntariamente (ou se eles não forem rápidos o suficiente). Se necessário, poderemos sempre tomar o que quisermos, como petróleo, dessa escória – como o Japão fez em 1941 na Indonésia e os EUA no Iraque recentemente. O que eles poderão fazer a respeito, atirar pedras em cima de nós? Eles só conseguem retaliar se nós deixarmos. Interprete esse comentário como Você quiser...
Quando isso for feito, poderemos também expulsar os turcos da Europa e devolver aquela área para os gregos... (Seria isso o que chamamos “jogar lenha na fogueira”? Se não tivéssemos noção alguma, alguém poderia pensar que eu sou britânico...).


Pergunta de Gert Pedersen e do seu amigo de Esbjerg, Dinamarca: Como vê a sociedade escandinava moderna? Se pudesse, o que mudaria?
A sociedade escandinava moderna? Está bastante bagunça, com certeza, mas todos os problemas têm origem principalmente nos imigrantes não-europeus. Há tanto a ser dito sobre esse assunto que eu nem saberia por onde começar. Em relação ao que eu mudaria, posso dizer que gostaria de ver a Dinamarca e a Suécia saírem da União Europeia. Ironicamente, parece que a população dinamarquesa e a sueca concordou comigo nesse contexto por um certo tempo, mas eles ainda são membros. (E por aí vai a “democracia”). Os três países escandinavos deveriam simplesmente tornar-se um, Escandinávia. A Noruega possui petróleo e peixes, a Suécia é avançada no campo da tecnologia, indústria e ciência e a Dinamarca possui... bem, desculpe a minha ignorância, mas o que Vocês têm?... Em qualquer caso, uma Escandinávia unida seria um cenário de sonho.
Há muito o que precisa ser mudado se quisermos que nossa civilização sobreviva. Em primeiro lugar, precisamos livrar-nos de todos os imigrantes não-europeus. Não tenho a intenção de insultar os europeus do sul, mas veja só o que a mistura de raças fez a eles! Se não houvesse a mistura de raças (e o Cristianismo), a Grécia, por exemplo, ainda estaria produzindo brilhantes filósofos e uma bela cultura. O que resta de tudo isso hoje? Precisa até procurar bastante para achar uma casa de banho que funciona quando você está nessa região. Há tanto crime lá que qualquer escandinavo normal cairia da cadeira estupefacto se alguém dissesse o quanto a situação é má lá. E todos conhecemos a “bênção” que a herança turca deixou para o resto dos Balcãs. Eu não diria que essa é a área mais harmoniosa do mundo. Então, em primeiro lugar, precisamos de uma Escandinávia “somente europeia”. Sangue europeu e religião (isto é, pagã) europeia. Quando isso for feito, nós não teríamos muitos problemas ainda por resolver, na verdade... o resto viria naturalmente.
Tendo dito isso, eu admito que, comparada ao resto do mundo, a Escandinávia é um paraíso, mesmo hoje. Como o oeste europeu, temos uma boa economia e, como o leste europeu, temos uma cultura europeia rica e forte – e raparigas muito bonitas...


PARTE IV: FUTURO
Pergunta de Zoltan Fekete, da Hungria: Planeja escrever um livro de memórias sobre o passado, os anos na prisão e o futuro?
Possivelmente.


Sei que é bastante inspirado pela música folk europeia e eslava. Tem algum plano de compor esse tipo de música e lançá-la no futuro? Ou já teve a oportunidade de compor material novo?
Bem, eu compus material novo, mas não é música folk. E nem planejo compor música folk. Eu adoro esse tipo de música mas, de alguma forma, não vejo razão alguma para eu mesmo tocar esse tipo de música. Se eu faço algo, tem que ser algo especial, que eu não possa conseguir de nenhuma outra banda, percebe o que quero dizer? Não acho que eu tenha algo para contribuir para a música folk e eles estão muito bem sem mim.
Isso, na verdade, tem a ver com o problema do Black Metal. Esses gajos a tocar em bandas bem que podiam ficar satisfeitos em ouvir Black Metal, ao invés de formar as suas próprias bandas. Por que todo gente precisa de tocar? Não é suficiente ouvir a música? Se fizer algo diferente do resto, então não vale a pena compor música... é o que eu acho.


Quais são os seus planos para o futuro próximo?
Além de programação de computadores, traduzir livros e coisas do tipo, eu planejo comprar uma pequena fazenda num lugar da Noruega e viver lá quando eu sair da prisão – em uns dois anos, eu acho. Ao Fazer isso, eu terei um lugar onde poderei escrever livros, compor música se eu quiser, apreciar a natureza, ter um pouco de paz e sossego e assim por diante. Eu gosto do trabalho manual, então fazer a manutenção de construções e outras actividades relacionadas é como a minha chávena de chá. Viver uma vida saudável, basicamente. Nada especial, acho eu.
Varg Vikernes
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